09 janeiro 2016

tatiana loayza

Plaza de la Democracia

I
Alguien retrocede la cinta
y nos vuelve a doler el amor en el cuerpo
como un gran hematoma

Otra vez en la plaza

Somos los perros sin dueño                        
que observan palomas engordar  de hastío
sobre el concreto            y nunca sobre la rama

Puede que éste sea nuestro mayor conflicto
ser o no ser
o el somos o no somos de las cantinas                  

II
Corres hacia mí
yo escapo hacia atrás

Te miro con la sinceridad de los niños
o con la de borracha-necia
que sale del baño    después de haber escrito

Amo tu cabello femenino
       tus labios castaños
        esta última cerveza

III
Me atrapas
arañas albinas son tus manos            crispadas sobre mi espalda
                      Me envuelven como a un cadáver

V
A modo de adiós       los ojos como espejos        

Pactamos el fin del juego
contigo de cuclillas
y la cabeza entre las piernas              

Te lanzas como un puño contra mi boca
y yo te quiebro las costillas

Sobre la plaza
mis dientes se asemejan a los granos de maíz
que comerán las palomas          
                                   hasta reventar



Praça da Democracia

I
Alguém retrocede a fita
e volta-nos a doer o amor no corpo
como um grande hematoma

Outra vez na praça

Somos os cães sem dono 
que observam pombas a engordar
sobre o cimento    e nunca sobre os ramos

Pode ser  que este seja o nosso maior conflito
ser ou não ser
ou o somos ou não somos das cantinas

II
Corres para mim
eu escapo para trás

Olho-te com a sinceridade das crianças
ou com a embriagada néscia
que sai da banheira   depois de ter escrito

Amo o teu cabelo feminino
       os teus lábios castanhos
        esta última cerveja

III
Pegas em mim
aranhas albinas são as tuas mãos            crispadas sobre as minhas costas
                      Envolvem-me como a um cadáver

V
Como um adeus       os olhos como espelhos          

Combinamos o fim do jogo 
contigo de cócoras
e a cabeça entre as pernas               

Lanças-te como um punho contra a minha boca
e eu parto-te as costelas 

Sobre a praça
os meus dentes assemelham-se a  grãos de milho
que comerão as pombas 
                                   até rebentar