23 maio 2017

sofia fiorini

Se apro la finestra domattina
è per salutare la luce
che chiede il prezzo della notte
– so di dover meritare
l’ombra che porto a passeggio,
o per riflesso di bestia
che non sa stare a lungo ferma.
Mi alzo come gli uomini addestrati
a cercare un senso tra colazione e cena.
Elefanti che non riescono a impazzire:
il nostro circo.

Quando amanhã de manhã abro a janela
é para saudar a luz
que inquire o preço da noite
- sei que tenho de merecer
a sombra com que passeio,
ou por reflexo da besta
que não sabe passar muito tempo detido.
Levanto-me como os homens formatados
procurando um sentido entre o pequeno almoço e a ceia.
Elefantes que não conseguem enlouquecer:
o nosso circo